domingo, 7 de novembro de 2010

A Rainha do Castelo de Ar- Resenha


Depois do bom Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, e do ótimo A Menina Que Brincava com Fogo, esperava uma leitura excelente em A Rainha do Castelo de Ar.Mas logo me decepcionei, pelo menos com as primeiras 300 páginas.O último volume da trilogia é tedioso, descritivo por demais, dando ênfase a personagens e situações totalmente dispensáveis.Não vou mentir, que pensei em pular algumas páginas durante a leitura.O enredo continua forte e muito bem amarrado, mas com muito menos ação do que o anterior.A minha heroína predileta, Lisbeth Salander, parecia mais uma figurante nos primeiros capítulos.A entrada da Seção, Rosa Figuerola, e a Millenium, não chamam atenção, e trazem um peso enorme pra história. Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi o perseguidor da Erika Berger, mas o desfecho que esta parte leva é sinceramente, rídiculo.O julgamento é o verdadeiro climáx do livro, e realmente gostei do destino dos carrascos da enigmática Lisbeth. Enfim, o livro é bom, mas com uma folhinhas a menos poderia ser bem melhor!

Feios- Resenha


Feios não é de maneira nenhuma um livro ruim.Seu enredo é diferente, inteligente e inovador.Afinal, que adolescente nunca sonhou em ser perfeito fisicamente, sem espinhas, mais atlético ou mais magrinho?Quando comprei este livro, não tinha muito interesse por ele não, fui à loja em busca de A Rainha do Castelo de Ar, acabei não encontrando e levei, como prêmio de consolação a história de Scott Westerfeld, que vira certa vez na internet.Comecei a leitura, e sinceramente, achei os primeiros capítulos totalmente amadores e desinteressantes, não chamando minha atenção. A princípio, a personagem Tally,idealizada por mim,como uma heroína futurística, se mostrou bastante imbecil!Segui a narrativa, que pra mim, só evoluiu quando Shay decide fugir à Fumaça e a cirurgia de Tally vai pro beleléu!O ponto alto da história se apresenta logo aí, quando a narrativa ganha um ar de aventura, e comecei a torcer pra apática mocinha!A chegada em Fumaça, David, a traição e a tomada do lugar, são acontecimentos legais, e que dão algo a mais na história. O final é cheio de ação e um pouco de suspense, visivelmente dispensáveis!Na real, o livro é bom, não inesquecivél!O que mais gostei na história, talvez tenha sido a relação entre Tally e David...não era um romance qualquer...era uma amizade, uma colaboração entre eles...
Só isso já vale o livro!

sábado, 6 de novembro de 2010

O Código da Vinci- Resenha


O Código da Vinci é daquele tipo de livro para se ler com toda a calma, com muita concentração.É o que eu chamo de "livro-cabeça".Então, toda vez que ler qualquer livro de Dan Brown, esqueça o coração e use exclusivamente a razão.Só assim você conseguirá mesmo entender a mensagem do autor.O que posso falar da narrativa de O Código da Vinci?Maravilhosa?Fantástica?Surpreendente?Sim.Todos esses adjetivos caberiam muito bem ao livro, mas seria pouco pra qualificar uma história tão esplêndida.O enredo é novo, e muito bem amarrado, dando ênfase a situações recheadas de aventura, ação e suspense.Os personagens são enigmáticos, e bem reais a certo ponto.Quanto a eles, torci para um romance entre Langdon e Sophie e por descobrir quem era o Mestre.Senti, em vários momentos, pena de Aringarosa e de Silas por estarem sendo enganados , e desconfiei até o último momento de Fache, Teabing e Remy.Brown também dá destaque a seu gosto pelas artes, literatura e arquitetura, colocando no livro detalhes inteligentes sobre vários pontos conhecidos ou não da Europa. As questões religiosas no livro chamam a atenção, mas não me abalaram muito, já que sou católico e acredito fervorosamente na Igreja.A busca pelo Graal, é sem dúvida, o ponto alto da história, apesar de o final ser um pouco rídiculo. Os enigmas são bastante diferentes, e me fizeram querer acabar o livro mais rápido.A única coisa que não gostei muito na história foi a conclusão, já que, vários personagens, na minha opnião, não tiveram um final decente: Aringarosa, Collet, Sophie, Fache e Teabing.Não sei se eles serão abordados novamente em "O Símbolo Perdido".Enfim, o livro é excelente, tem uma narrativa esperta e ágil, sendo muito superior ao filme!